Nessa condição de simples humana ainda com tantos defeitos
e um longo caminho a seguir...
Em quantas trevas já me vi perdida?
Séculos e séculos de vida me passaram...
e quais foram as escolhas que tomei tão cegamente?
Gostaria de dizer que não são imagináveis...
Mas temo por conhecer a capacidade da maldade humana.
Onde meu orgulho me levara?
Se a razão agora me guia para o alto,
um dia me guiou para abismos...
Não choro por conhecer a verdade,
minhas lágrimas são por ainda não poder ajudar
tanto quanto o mundo precisa.
Curvo-me diante da beleza divina
e do tamanho infinito do amor.
Envergonho-me pelas minhas fraquezas
mas ergo a cabeça,
sabendo o tanto que ainda tenho a aprender...
E apesar da enorme fé que sinto
me encontro rodiada por perguntas que não se calam...
As respostas conheço como Amor e Trabalho.
Ah... mas para sentir o Amor sublime... quanto trabalho ainda preciso.
Agradeço todos os dias por essa vida
essa oportunidade de aprender tantas coisas
Que tamanha misericórdia me concedeu uma vida tão bela?
Ajoelho e pergunto aos anjos como ser grata por tamanho presente,
ao mesmo tempo que me desculpo pelos meus erros
Rogo por mim e por todos meus irmãos
que eu encontre força para o trabalho
e no trabalho, amor
e no amor, a paz
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