Às vezes penso que sou Pessoa, Caetano ou Chico
Canto que nem Rauzito, no Ray Charles me inspiro
Me imagino Cazuza cantando Cartola
Penso logo no Noel com sua viola
Criando os poemas de Vinícius, eu fico
Na relatividade de Einstein, eu respiro
Penso como seria eu como Bandeira
Recitando o lirismo a tua maneira
Não esqueço de Lattes, na ciência me sinto
Me vejo como Portinari nas artes
Ah como me imagino!
Sonho que transpiro, que viro as páginas da história
Mas prefiro mesmo é pensar que sou EU
Criando meu destino, recitando minha memória...
Nem sei quantas vezes escrevi e joguei tudo fora... Escrevo desde os meus cinco anos... mas sempre jogo fora.. boto fogo, rasgo.. jogo fora... Às vezes penso que falo tanta bobagem.. às vezes até gosto do que escrevo, mas logo passa e jogo fora... Como vou tentar parar de jogar tudo fora, talvez eu escreva menos.. mas de vez em quando voltarei a escrever... Quem sabe alguém um dia lê e faça alguma diferença... vai saber...
"Somos do tamanho dos nossos sonhos" Fernando Pessoa
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
O tempo voa
Sozinha com essa gente ae
eu ando devagar porque
são tantos os motivos que nem sei dizer
porque que eu canto
Saudade de não sei o que
eu vivo a reclamar porque
a felicidade não existe mais em mim
não existe mais, não existe
Ah se essa gente visse o que vivi
não estariam assim
tão tristes
Ah se esse povo sofresse o que sofri
não estariam assim
tão mansos
O tempo vôa
e os meus passos tão cansados de andar
O tempo vôa
e minha voz já tão rouca de gritar
O tempo vôa
e eu preciso deste povo para seguir
Pois na estrada dessa vida
eu vou partir...
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